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Uraçá, o índio branco

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No ano de 1500, tempo de Descobrimentos e rivalidades com Castela e outras nações da Europa, Lisboa fervilha de espiões cujos serviços são pagos a peso de ouro. Gonçalo descobre um crime de alta traição e, para salvar a vida, tem de se engajar na armada de Pedro Álvares Cabral, onde sofre o destino terrível dos grumetes nas naus a caminho da Índia. Mesmo aí os seus inimigos o perseguem preparando-lhe (e a Mateus) uma armadilha de que dificilmente poderia escapar sem a ajuda de uns novos e inesperados amigos, os Tupi – uma tribo de gente nua, de uma raça nunca antes vista, com a pele cor de cobre coberta de pinturas e de penas –, encontrados numa terra intocada pelo homem dito "civilizado". Neste novo mundo e entre tão estranho povo, o grumete vai conhecer o amor, sofrer uma angustiosa iniciação e renascer como Outro, após uma tremenda batalha dentro si mesmo, como um ser de dois mundos e duas civilizações opostas: "Gonçalo não sabia como lidar com as novas sensações e sentimentos descobertos desde que aportara àquela terra e conhecera um povo pardo e nu a viver como Adão e Eva no Paraíso. E a formosa filha da floresta, dormindo confiante nos seus braços, numa noite desfizera com as suas carícias os nós da revolta, do ódio e do medo, reabrindo no seu coração o espaço da ternura e do amor." "O público alvo é o juvenil, embora a sua leitura possa naturalmente agradar a um bem mais largo leque de leitores que gostam de ler obras com motivos históricos e que com agrado poderão ter acesso a esta obra. Quanto ao tipo de escrita e estilo, considero que ele é fluente e agradável, comunicando de forma ligeira o enredo com uma expressividade actual, de mistura com uma intenção de se aproximar de uma linguagem arcaizante, tirada das fontes de que a autora se serviu e dão a necessária cor local e ambiente à narrativa. (Dr. José Manuel Garcia, historiador e consultor da Fundação Calouste Gulbenkian)
No ano de 1500, tempo de Descobrimentos e rivalidades com Castela e outras nações da Europa, Lisboa fervilha de espiões cujos serviços são pagos a peso de ouro. Gonçalo descobre um crime de alta traição e, para salvar a vida, tem de se engajar na armada de Pedro Álvares Cabral, onde sofre o destino terrível dos grumetes nas naus a caminho da Índia. Mesmo aí os seus inimigos o perseguem preparando-lhe (e a Mateus) uma armadilha de que dificilmente poderia escapar sem a ajuda de uns novos e inesperados amigos, os Tupi – uma tribo de gente nua, de uma raça nunca antes vista, com a pele cor de cobre coberta de pinturas e de penas –, encontrados numa terra intocada pelo homem dito "civilizado". Neste novo mundo e entre tão estranho povo, o grumete vai conhecer o amor, sofrer uma angustiosa iniciação e renascer como Outro, após uma tremenda batalha dentro si mesmo, como um ser de dois mundos e duas civilizações opostas: "Gonçalo não sabia como lidar com as novas sensações e sentimentos descobertos desde que aportara àquela terra e conhecera um povo pardo e nu a viver como Adão e Eva no Paraíso. E a formosa filha da floresta, dormindo confiante nos seus braços, numa noite desfizera com as suas carícias os nós da revolta, do ódio e do medo, reabrindo no seu coração o espaço da ternura e do amor." "O público alvo é o juvenil, embora a sua leitura possa naturalmente agradar a um bem mais largo leque de leitores que gostam de ler obras com motivos históricos e que com agrado poderão ter acesso a esta obra. Quanto ao tipo de escrita e estilo, considero que ele é fluente e agradável, comunicando de forma ligeira o enredo com uma expressividade actual, de mistura com uma intenção de se aproximar de uma linguagem arcaizante, tirada das fontes de que a autora se serviu e dão a necessária cor local e ambiente à narrativa. (Dr. José Manuel Garcia, historiador e consultor da Fundação Calouste Gulbenkian)

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